Beijos e carícias Que comprometem a boa índole Coisas bonitas ditas Que confortam os ouvidos O calor rotineiro das madrugadas O passo a passo das conquistas Como se o corpo fosse um território Perigoso e valioso
Mês a mês Me amolam com português E todo dia de apatia Me aparece um burguês De camisa de gola De bota Me aponta na cara um dedo Me priva do segredo E apontando meus medos Me reprova Segrega meu silêncio No chão joga meu lenço
Num dia desses saí de casa desanimado Todo maltrapido, cabisbaixo Com a mina no colo e os bróder do lado Sem nenhum levado
Dei um visu num gringo Mandando os breakdance Cheguei com meu humilde jokedance Cantando o "Chuparacandé", o "Tchacaracatché" Dorival, Junão e Barnabé Chei da coceira no pé Puxando o rock e fazendo o auê geral
Fumando charutão e ouvindo Sidney Magal Bebendo tequila e ficando bebão Deixando a galera louca até o chão
Que Mart'nália o quê! Eu vim pra Lapa é pra botar pra fudê!
Fonte de alegria, êxtase e satisfação É a favor da liberdade de expressão Mas prefere a liberdade de uma pedalada sem rumo Alcançar a independência de gente grande Cabelos ao vento Sentir a brisa batendo nas pálpebras Empolgadas ao som da música do mundo Cantarolando no volume adequado ao momento E as rodas que funcionam num mecanismo De alma e bem-estar Embaladas pelo olhar de tanta gente Que almeja aquela cena Seu vermelho cor de sangue Um sangue que atingiu a desistência da batalha Mas um sangue firme e decidido do que quer
Pronto, atingiu o fim da orla e vai voltar Voltar pro aconchego desgostoso E esperar pra ver quando será a próxima viagem