14/09/2010

LUBORAO

Chegando a conclusão de que lugar são pessoas
Há o medo de voltar
E a preguiça de pensar no que vai ser
Ao ouvir alguém jurar amor verdadeiro
Sem bastar o tempo
Sem findar o ano
O compatível com as horas de tédio sadio
Você ao meu lado

13/09/2010

Espelho Vivo

Coração não querendo mais bater
Com a perda do que é pra ser
Um ser repleto de obscuridade
Alienado ser, aquele que visa parecer
Aparecer em verdades claras do que realmente é
Isso é pra mostrar que é um cara bem mais feliz
De felicidade mórbida e sem paz
Coordenando par em ímpar
Conjulgando mentira em verdade
E a disparidade sendo ímpar até a despedida

12/09/2010

Diretriz

Pelo amor que tenho a Deus
Tens por mim
Exagerada

A Viagem

Escrever no escuro é o canal
Ofuscado pela muro que te torna banal
É tão legal e surreal
E não tem como não falar de amor
Esperando o telefone pra ver se o dia furou
Ouvindo o cidadão expressar sua índole e ideologia
No pôr fresco do sol do velho dia
E os instigados recebendo o convite do raiar do novo
E com o surpreendente e inesperado vou guiando
Guiando e guiando, a caneta das ideias

01/09/2010

Condizente

Se eu não sei gostar de alguém
Por que a insistência te convém?
Seu ciúme insano me enraivece
Mas tá tudo bem
Criei uma infinita paciência aos seus defeitos
Que não se esgota desse jeito
Mas julgar é pecado, e quem sou eu, não é?
Defeitos, também tenho
E você tem o que reclamar
E escrevendo isso agora
No ritmo da maré, sinto a intensidade do seu amor
Sentimento incabivel por mim no peito
Não tem mesmo jeito
Vou torcer pra que minha paciência desperte renovada

29/08/2010

O Contexto da Maciota

Acorda pra ver o sol
Dorme pra sonhar com a lua
Viajando com a magrelinha
Desejando a Terra toda nua
Respiro o ar impuro
E discuto com a vida sobre o que é puro
Porque tenho a liberdade em mãos pra sair de cima do muro
Abro a janela pra sentir o vento às pálpebras correr
Ao som do "Partido Alto" me sinto um neotropicalista sem medo de viver
Ou até morrer
Escrevendo sem sentido, com essência
Puro dadaísmo

28/08/2010

Conflito de Intereços

Já parou pra ver a vida do avesso?
Perdi até o grande apreço
Já vi que nem mereço
Porque pra tudo tem um preço
E se tiver que crescer, escrevo e cresço
E pra não ter que falar de preço
Eu desviro tudo do avesso
E continuo ileso